Israel já vê resultados reais da vacinação em massa contra a Covid-19

País mais avançado no processo de vacinação em massa contra a Covid-19, Israel já começa a sentir os efeitos positivos da imunização de sua população. Após adotar um último lockdown, o Ministério da Saúde israelense constatou que o diagnóstico de nos casos da doença foi até 30 vezes menor entre o público vacinado.

Mais de 5 milhões de doses da vacina de Pfizer/BioNTech já foram administradas em Israel, sendo que 1 milhão de pessoas já receberam as duas doses do imunizante. A população do país é de 9 milhões, o que significa que quase metade dos habitantes já receberam ao menos uma dose. Os resultados começam a aparecer na queda de hospitalizações entre os mais velhos, primeiros a serem imunizados.

Segundo o Ministério da Saúde israelense, de um total de quase 750 mil idosos a partir de 60 anos vacinados, apenas 531 testaram positivo para o novo coronavírus após até sete dias da segunda dose e tiveram sintomas leves da Covid-19, o que representa 0,07%. Outros 38 tiveram a Covid-19 e foram hospitalizados com sintomas moderados, graves ou críticos da doença, uma parcela de 0,005% do total.

A análise registrou apenas três mortes entre os vacinados, mas não foi possível determinar se eles contraíram a doença antes de serem imunizados ou antes de a vacina fazer efeito.

Entre o grupo vacinado, 7 mil pessoas foram infectadas antes do prazo estabelecido para o corpo desenvolver resposta imune. Destas, 700 tiveram a versão moderada ou grave da Covid-19 e 307 morreram.

Eficácia da vacina foi confirmada

Uma outra análise, realizada pelo provedor de serviços de saúde israelense Maccabi, mostrou que a vacina da Pfizer foi 92% eficaz quando aplicada no “mundo real”, em uma grande população. O número ficou muito próximo dos 95% registrados pela farmacêutica nos testes clínicos.

O Maccabi analisou dois grupos com um mesmo perfil demográfico. No primeiro, vacinado, 66 pessoas de 248 mil testaram positivo para a Covid-19, 0,03% do total, todos com sintomas leves. No segundo grupo, não vacinado, 8.250 de 900 mil foram infectados, 0,9% do total, taxa 30 vezes maior do que entre os imunizados.