Golpe de Estado prende presidente de Mianmar O Exército de Mianmar derrubou o governo eleito, fechou o acesso à internet e suspendeu os voos ao país asiático. Os militares detiveram a líder política vencedora do Nobel da Paz em 1991 e presidente do país, Aung San Suu Kyi.

De acordo com a agência Associated Press, uma junta militar pretende ficar no governo durante um ano. Eles acusam os governantes depostos de estarem no poder graças a uma fraude eleitoral.

Um dia depois do golpe de Estado, centenas de deputados de Myanmar estão retidos em uma residência do governo na capital.

De acordo com a AP, cerca de 400 deputados permanecem na residência governamental, impedidos de deixar o edifício, em Naypyidaw, capital de Myanmar.
Um dos deputados disse que o edifício continua cercado por militares e que há policiais dentro das instalações.

Segundo o parlamentar, que teme pela sua segurança e pediu anonimato, os políticos, a maioria da Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido de Aung San Suu Kyi, passaram a noite sem conseguir dormir, com medo de serem presos. "Tivemos de ficar acordados e em alerta".

Myanmar emergiu há apenas dez anos de um regime militar que estava no poder há quase meio século.

Para justificar o golpe de Estado, imediatamente condenado pela comunidade internacional, os militares asseguraram que as eleições legislativas de novembro passado foram marcadas por "enormes irregularidades", o que a Comissão Eleitoral nega.

Em resposta ao golpe, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu pressão internacional para que militares "renunciem imediatamente" ao poder.