Prefeitura do Rio desiste de criar autódromo na Floresta de Camboatá, em Deodoro

A prefeitura do Rio de Janeiro informou hoje (1º) que desistiu oficialmente de construir um autódromo na Floresta de Camboatá, na Zona Oeste da cidade. Segundo a nota divulgada, a prefeitura pediu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) o arquivamento do processo de licenciamento ambiental do autódromo.

De acordo com o município, a área é um patrimônio ambiental da cidade do Rio e funciona como conexão entre os maciços da Pedra Branca e do Mendanha:

“Na década da restauração não podemos admitir que se fale em destruição de um patrimônio ambiental único como a Floresta do Camboatá” – publicou o secretário de Meio Ambiente do Rio, Eduardo Cavaliere, em rede social.

Além disso, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente reabriu o processo, iniciado em 2013, para criar uma unidade de conservação na área. A área possui cerca de 200 mil árvores de 146 espécies, das quais 14 são consideradas ameaçadas, em um terreno de Mata Atlântica de baixada. Também foram encontradas ali 150 espécies de aves e 19 de mamíferos.

Polêmica

O projeto do novo autódromo do Rio é polêmico e gerou disputas judiciais entre a administração pública, ambientalistas e moradores da região de Deodoro. Orçado em quase R$ 700 milhões, o autódromo teria capacidade de abrigar corridas de Fórmula-1 e outras modalidades automobilísticas. No entanto, a construção de dois milhões de metros quadrados ocuparia a Floresta do Camboatá, considerada o último remanescente de Mata Atlântica em terras planas da cidade do Rio.



*com informações da Agência Brasil