Profissionais de saúde denunciam desperdício de doses de vacina no Rio O desperdício de doses da vacina contra o novo coronavírus é alvo de denúncias de médicos e enfermeiros do Rio. Parte da vacina de Oxford vem em frascos para serem aplicadas em dez pessoas, mas como algumas doses sobram, os profissionais dizem que a orientação recebida é para que seja feito o descarte. Isso porque as dez doses precisam ser aplicadas num período de até seis horas.

O Sindicato de Enfermeiros do Rio de Janeiro diz ter recebido várias denúncias relacionadas ao descarte de vacinas no Rio. A Secretaria de Saúde recomenda que a equipe do posto oferte a dose, de forma criteriosa, aos profissionais de saúde. E caso não haja mais pessoas do grupo prioritário a serem vacinadas no prazo de seis horas, o uso da vacina em outras pessoas que não sejam profissionais da área também está autorizado.

Doses perdidas
O Ministério da Saúde publicou uma Portaria no Diário Oficial da União exonerando o diretor do Hospital Federal de Bonsucesso, Edson Joaquim de Santana.

A exoneração ocorreu na quarta-feira (27), três dias após 720 doses da vacina CoronaVac terem sido recolhidas pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio do Hospital, por falhas de armazenamento.

Uma queda de energia na unidade comprometeu a conservação das doses. O médico ginecologista estava à frente do Hospital de Bosucesso há quatro meses.

No início de janeiro, o hospital foi cenário de um outro escândalo. Na época, houve compra por dispensa de licitação de testes RT-PCR para o diagnóstico de covid-19, mesmo com testes disponíveis em depósito do Ministério da Saúde, em Guarulhos, em São Paulo. A compra de 3.600 testes feita pelo Hospital Federal de Bonsucesso custou R$ 997.200.