Silas Malafaia diz que cristãos que pediram impeachment de Bolsonaro são minoria

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil, afirmou que os evangélicos que pediram o impeachment do presidente Jair Bolsonaro não representam a maioria dos fiéis desse segmento no país.

Na terça-feira (26) um grupo de líderes religiosos protocolou um pedido de impeachment contra Bolsonaro na Câmara, acusando o presidente por crime de responsabilidade na pandemia de covid-19.

"Meia dúzia de esquerdopatas evangélicos, apoiadores de corruptos que produziram o maior esquema de corrupção da história política do Brasil, fazendo manifesto de impeachment de Bolsonaro. Não representam nem 0,5% dos evangélicos", escreveu Malafaia em suas redes sociais.

Os autores do pedido de impeachment reconhecem que são minoria no segmento religioso. Segundo eles, o movimento foi feito para mostrar que nem todos os cristãos apoiam as atitudes de Bolsonaro na crise do novo coronavírus.

No entanto, além de Malafaia, vários outros líderes das principais denominações se manifestaram contrários ao pedido de impeachment. Os presidentes da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), Rev. Roberto Brasileiro Silva, e da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (IPBR), Pr. Advanir Alves Ferreira, se pronunciaram dizendo que as referidas igrejas não coadunam com "práticas que ingerem nos negócios civis do Estado".



O Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FENASP) também divulgou nota de esclarecimento afirmando que o grupo pró-impeachment não representa os evangélicos, nem tem qualquer afinidade com as pessoas ligadas às igrejas evangélicas, "seja em propósitos ou ações". A entidade acrescenta que desde que foi eleito, "democraticamente por meio do voto popular", o presidente Jair Bolsonaro tem o apoio da FENASP. E finaliza dizendo que segue vigilante e atenta às questões que colocam em risco os valores cristãos, da família e da vida.

Já a Convenção Batista Brasileira divulgou um pronunciamento em suas redes sociais se colocando como uma denominação apartidária.

“Tendo em vista a ampla divulgação em veículos de imprensa de manifesto político assinado por vários religiosos, citando, inclusive, os Batistas, no dia 26 de janeiro de 2021, a Convenção Batista Brasileira, que reúne 9.070 Igrejas e 4.660 Congregações, formando uma família de mais de dois milhões de membros e fiel aos seus princípios e à sua posição apolítica, vem a público informar que não se fez representar e não é signatária desse ou de qualquer outro manifesto”, diz a publicação assinada pelo Pr. Fausto Aguiar de Vasconcelos, presidente da CBB.