Polícia Civil conclui inquérito de Marcinho por duplo homicídio culposo em atropelamento

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito que apura o atropelamento provocado por Marcinho, jogador de futebol que atuava pelo Botafogo. Marcinho foi indiciado por duplo homicídio culposo - quando não há intenção de matar – de Alexandre e Maria Cristina.

O delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP, do Recreio, informou que o inquérito será relatado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) nesta sexta-feira (29). A partir daí, o MP-RJ deverá decidir de denuncia Marcinho à Justiça. Se aceita a denúncia, Marcinho vira réu e pode pegar uma pena de dois a quatro anos de detenção por cada morte provocada.

Em dezembro do ano passado, Marcinho atropelou o casal Alexandre Silva de Lima e Maria Cristina José Soares, em uma via no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O homem morreu na hora, enquanto sua esposa faleceu dias depois. O jogador fugiu sem prestar socorro e alegou que teve medo de ser linchado no local.

O inquérito apontou que o veículo modelo Mini Cooper dirigido pelo jogador estava acima da velocidade permitida na via. Testemunhas, no entanto, descartaram que Marcinho tenha ingerido bebida alcoólica antes do incidente.

O delegado Alan Luxardo explicou a decisão pela classificação de homicídio culposo em vez de doloso (quando há intenção de matar):

“O simples fato de dirigir embriagado ou em velocidade excessiva não, tecnicamente dizendo, torna o crime culposo em doloso. Para que haja um crime doloso pelo dolo eventual precisa da assunção do risco resultado morte, ele prevê que pode ocorrer o resultado morte e não ligar se esse fato ocorrer ou não” – justificou o titular da 42ª DP.