Cedae volta a identificar Geosmina na água do Rio Guandu

A Cedae confirmou hoje (28) que foi encontrado o famoso composto Geosmina em amostras da água do Rio Guandu, que abastece cerca de 80% do estado do Rio de Janeiro.

Após uma semana cheia de reclamações em relação à qualidade da água que chega para os moradores de diversas regiões do Rio, o presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, admitiu nesta quinta-feira que um laudo de monitoramento identificou uma alta súbita do composto orgânico a partir do dia 9 de janeiro.

A Geosmina ficou famosa no início de 2020, durante outra crise de abastecimento de água no Rio, quando os consumidores viam uma água barrenta e com gosto e cheiro de barro chegar a suas torneiras. Apesar de não ser tóxico, o composto é um indicador de baixa qualidade da água. No entanto, de acordo com Edes, a concentração registrada desta vez foi mais de 30 vezes inferior àquela observada na crise do ano passado.

Ainda segundo o presidente da Cedae, a aplicação de carvão ativado já está fazendo efeito na melhoria da qualidade da água que chega às torneiras. Mesmo assim, moradores da Região Metropolitana do estado seguem reclamando da qualidade da água, pelo menos aqueles para os quais o abastecimento segue acontecendo.

Guandu chegou a ser suspenso

A Cedae chegou a suspender a operação do Sistema Guandu por 10 horas, entre a noite do dia 21 e a manhã do dia 22 de fevereiro. A medida foi tomada para dispensar a água de baixa qualidade que estava represada antes da estação de tratamento. No mesmo dia 22, a Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado Rio de Janeiro) cobrou explicações da Cedae.