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Maria, mãe de Deus?! A Bíblia nos apresenta, sempre no Novo Testamento, seis mulheres com o nome de Maria: Maria Madalena (Mateus 27.56, 28.1; Marcos 15.40, 41 e 47, 16:9; Lucas 8:2; João 19.25, 20.18), Maria, irmã de Lázaro e Marta (Lucas. 10.39 e 42; João 11.1, 20 e 32, 12.3), Maria, mãe de Tiago (Marcos 15.40,47; 16:1; Lucas. 24.10), Maria, mãe de João Marcos (Atos. 12.12; Colossenses 4.10), Maria, discípula citada na epístola de Paulo aos romanos (Romanos 16.6) e, finalmente, a nossa querida Maria, mãe de Jesus (Mateus 1.16, 2.11, 12.46, 13.55; Lucas 1.27-56, 2:5-48, João 2:1-12; 19.25). E é sobre esta última que quero falar hoje. Afinal, Maria é mesmo mãe de Deus?

Antes de responder a essa pergunta, quero contar um fato que aconteceu comigo há alguns anos. Um amigo chamado Élson me fez um questionamento: “Oziel, por que vocês evangélicos não gostam de Maria e falam mal dela?”. Eu lhe respondi: “Como assim?! O evangélico que não gosta de Maria e fala mal dela está indo contra a Bíblia, que diz claramente que ela é bem aventurada e todos falariam bem dela. Como registrado em Lucas 1.48b - ...todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. Élson novamente me questionou: “Como vocês, evangélicos, veem essa questão de Maria?”.

Então eu sugeri que paulatinamente nós analisássemos a oração (ou pelo menos parte dela) atribuída por muitos a Maria, chamada de “ave Maria”. A frase a ser analisada foi: “santa Maria mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte”. Vamos começar com a palavra “santa”, que significa: Mulher quieta, que não faz nada de errado; honesta, que faz coisas boas; mulher que reúne muitas virtudes. Até aí, tudo bem. Vamos supor que a intenção seja usar a palavra santa como feminino de santo. Santo significa: colocado à parte, separado. Que Maria foi separada para uma grande obra, não temos dúvidas. O que não aceitamos é a sua canonização seguida de veneração, dela e de qualquer pessoa.

Continuemos agora com a expressão “mãe de Deus”. Maria não é mãe de Deus simplesmente por que Deus não tem mãe. Um dos significados de Deus é ser existente por si mesmo. Logo, Ele não foi criado, tampouco gerado. De eternidade em eternidade Ele é; Maria foi escolhida para ser mãe de Jesus e Jesus é Deus, isso é muito diferente.

A outra colocação é: “rogai por nós”. Pelo contexto da frase está claro que lhe é atribuído um direito que ela não tem e nunca exigiu: ser mediadora entre Deus e os homens. A Bíblia é bem clara em 1 Timóteo 2.5 - Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Outro amigo, por nome de Josué, fez a seguinte colocação: “Oziel, quando alguém lhe pede oração você não ora por ele?”. Ao que respondi que sim, mas a minha oração é feita diretamente a Deus em nome de Jesus. Esse é o nosso grande privilégio, poder falar com Deus em nome de Jesus, sem ter mais ninguém ouvindo a nossa conversa. Os papéis estão claros: Deus Pai está pronto para ouvir a nossa oração e Jesus é a garantia que a nossa oração será ouvida. Devemos lembrar ainda que o Espírito Santo nos ajuda nas nossas fraquezas por não sabermos orar como convém; Ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

Eu gosto muito da já citada expressão “papéis claros”, porque está muito claro na Bíblia qual foi o papel de Maria no plano de Deus para nós: ela foi escolhida entre muitas mulheres para ser mãe de Jesus, o filho de Deus. Filho este que foi obra e graça do Espírito Santo, visto que ela era virgem quando engravidou e permaneceu assim até o nascimento de Jesus : Mateus 1.25 - E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.

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