Enem 2020: mais da metade dos inscritos não compareceram ao segundo dia de provas O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) fizeram um balanço da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. As provas começaram a ser aplicadas no último domingo (17), quando os participantes fizeram as provas de ciências humanas, linguagens e redação. Houve abstenção de 3.052.633 alunos, o que representa uma fatia de 55,3% do total de inscritos.

Hoje (24), os candidatos resolveram questões de matemática e ciências da natureza. As notas do Enem podem ser usadas para acessar o ensino superior em instituições públicas e privadas. O exame é requisito para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Neste domingo (24), houve questões sobre funcionamento do fone de ouvido, consumo de etanol por carros elétricos, cálculo de orçamento familiar, uso de óleos essenciais e proteção contra raios.
Também foram mencionados personagens populares, como Harry Potter (em uma pergunta sobre anagrama) e Garfield (movimentação de elétrons).

Faltosos não serão prejudicados

Questionado sobre a abstenção recorde de estudantes, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o número era esperado, e comparou a outros anos. "Em 2009, nós tivemos 37% de abstenção. Não tinha pandemia, não tinha crise financeira, não tinha nada. No ano de 2019, nós tivemos 23% de abstenção. Então, era esperado uma abstenção", declarou.

“Desse grupo, 550 mil eram treineiros. Nos últimos dias, tivemos recorde de inscrição de treineiros, porque a inscrição era de graça. Imagina o pai de um adolescente de 16 anos, vendo o que viram no Amazonas, 24 horas no ar. A mãe vai virar para o filho e falar 'você é treineiro, não precisa ir'”, reiterou, ainda sobre as abstenções.

Ele disse que os estudantes que não compareceram às provas, não serão prejudicados.