Bruxos se espalham no TikTok e ganham seguidores do Black Lives Matter

A presença evangélica no Brasil é inegável. O Censo 2010 já mostrava o crescimento do segmento cristão frente à antiga soberania católica. No entanto, grupos religiosos menores, a maioria ligada ao ocultismo, começam a ganhar espaço junto à população brasileira. De acordo com a União Wicca do Brasil (UWB), há cerca de 300 mil bruxos e bruxas no país. O Rio de Janeiro é o estado campeão em número de praticantes, somando 40 mil adeptos de diferentes vertentes, enquanto São Paulo conquistou outros 20 mil bruxos.

Como a a UWB não é uma organização oficial, mas de uma associação sem fins lucrativos formada por sacerdotes, sacerdotisas e seguidores de várias tradições pagãs, os números não aparecem no Censo. Entretanto, o Censo de 2010 aponta a existência de 74.013 adeptos de “tradições esotéricas” no Brasil, além de 11.306 pessoas que professam “outras religiosidades”, bem como um total de mais de 640 mil pessoas que consideram uma religiosidade “não determinada e múltiplo pertencimento”. É provável que os adeptos de wicca estejam inseridos nestes números.

Talvez você já tenha falado de Jesus para estas pessoas ou já esteve na companhia de alguma delas que ansiava por ouvir a Palavra. Considerada uma religião pagã, alguns de seus seguidores argumentam que seja a prática religiosa mais antiga do mundo. Apesar disso, a wicca teria se tornado mais amplamente conhecida a partir dos anos 1950, graças a Gerald Gardner.

Bruxos virtuais

Assim como os evangélicos marcam presença nas mídias digitais com suas lives e louvores e até mesmo conteúdos de humor, bruxos e bruxas também disputam este espaço. E eles são mais comuns no TikTok. É provável que já tenha passado por um vídeo do WitchTok em seus percursos. De feitiços de boa sorte,  manifestações e poções de proteção, o WitchTok segue as dicas da bruxaria tradicional e rapidamente se tornou um dos ditos “movimentos de bem-estar alternativo” mais populares online. Com origem em 2019, o #WitchTok acumulou mais de 1,7 bilhão de visualizações até o momento.

A tendência surge de um movimento cultural mais amplo em direção ao ocultismo, com as pessoas que se escondem de Deus para buscar na astrologia, numerologia, leitura de tarô, cura de cristais e outras práticas místicas, as respostas para suas dores.

O movimento se aproveita do atual cenário cultural, em que os seres humanos, especialmente as gerações mais jovens, estão experimentando uma grande revolta e incerteza, para ensiná-los que são capazes de “controlar sua própria realidade através do poder interior, bem diferente do que a Bíblia nos ensina.

O que separa o WitchTok de outras tendências místicas, no entanto, é que ele se originou on-line, capaz de mobilizar grandes comunidades. Há uma abertura entre os usuários, na qual eles se incentivam a compartilhar feitiços e ensinar os recém-chegados, chamados de “bebê-bruxos”, a se tornarem melhores bruxos. 

Durante as manifestações do movimento Black Lives Matter houve até uma tendência aos feitiços de proteção em que as pessoas recorriam a eles antes de entrarem em protestos violentos nos EUA.

Surgimento ou crescimento de seitas apenas mostram aos cristãos a necessidade de seguir avançando, cumprindo o Ide de Cristo, a fim de que toda a criatura possa ouvir a Palavra de Deus e ter conhecimento do seu maravilhoso Plano de Salvação.


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