Hamilton Mourão: furar fila de vacinação é “falta de solidariedade e caráter”

O vice-presidente Hamilton Mourão condenou nesta sexta-feira (22) os casos de pessoas furando a fila de vacinação contra a Covid-19, o que chamou de “falta de solidariedade e caráter”. O Ministério Público já apura irregularidades em 12 estados e no Distrito Federal.

Mourão falou aos jornalistas pela manhã ao chegar ao Palácio do Planalto:

“É necessário também que as pessoas se conscientizem que cada um tem que comparecer de acordo com o seu grupo para ser vacinado, e não procurar atropelar o processo. Isso aí denota uma falta de solidariedade, uma falta de, vamos dizer assim, até de caráter de pessoa que faz isso.”

No dia 11 de janeiro, o vice-presidente já havia comentado que não furaria a fila da vacinação:

“(Vou me vacinar) dentro da minha vez. Eu sou grupo dois de acordo com o planejamento (do Ministério da Saúde). Não vou furar a fila, a não ser que seja propagandística" – contou Mourão, que faz parte do segundo grupo prioritário para a vacina contra a Covid-19.

Denúncias de fura-filas

Desde o início da campanha de vacinação na última segunda-feira (18), o Ministério Público já registrou denúncias de irregularidades em 12 estados e no Distrito Federal.

Um exemplo é a cidade de Manaus, no Amazonas. Após relatos de pessoas influente furando a fila da vacina, as Defensorias Públicas do Estado e da União entraram na Justiça Federal pedindo que a prefeitura do município publique a lista nominal de pessoas vacinadas. A ação foi apresentada em conjunto com os Ministério Públicos Federal, Estadual do Amazonas, de Contas e do Trabalho.

Manaus está com a campanha de vacinação suspensa desde ontem (21) para, oficialmente, rever os critérios de prioridade. A decisão foi tomada logo após o relato de que duas médicas recém formadas, filhas de uma família rica da região, foram nomeadas para uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade na véspera do início da vacinação, tendo sido imunizadas no primeiro dia de campanha.


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