Início da vacinação contra Covid-19 no Rio será aos pés do Cristo Redentor

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou hoje (18) que a primeira dose da vacina CoronaVac na cidade será aplicada em uma idosa de 80 anos aos pés do Cristo Redentor. No entanto, isso pode não acontecer nesta segunda-feira, uma vez que houve atraso na entrega das vacinas.

A indisponibilidade de voos de carreira para trazer doses de vacina ao Rio de Janeiro frustrou a expectativa do governo do Rio, que esperava a chegada dos imunizantes para as 13h.

Uma coletiva com o governador em exercício, Claudio Castro, seria realizada no início da tarde no Aeroporto Santos Dumont, mas precisou ser adiada. O governo tenta negociar com empresas aéreas e estuda fretar um avião para buscar as doses em São Paulo. Outros estados terão o frete realizado pela FAB, mas este não é o caso do Rio de Janeiro.

O estado do Rio de Janeiro tem direito a 487.520 unidades, e não 590 mil como o governo havia anunciado, do primeiro lote de 6 milhões fornecido pelo Instituto Butantan.

O governo do Estado informou que vai distribuir as vacinas para os 92 municípios em doze aeronaves, carros e ônibus. A ideia é que as cidades recebam as doses ao mesmo tempo. No entanto, a distribuição será proporcional à população local. Além da capital, Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana, e Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, devem ficar com a maior parte do imunizante.

A capital irá receber 231.840 doses, sendo 105.518 destinadas para os profissionais de saúde do estado, que fazem parte do grupo prioritário. Nessa primeira fase da imunização, 34% dos trabalhadores da saúde serão vacinados. Um dos principais pontos escolhidos pela Secretaria Municipal de Saúde para atender os mais 600 mil profissionais da rede pública é o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), em Vila Isabel, zona norte da capital.

A vacinação nacional estava prevista para começar na quarta-feira (20), mas a pedido dos governadores, o Ministério da Saúde autorizou a antecipação.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e chegou ao Brasil graças a uma parceria com o Butantan. O imunizante tem eficácia de 50,39%, segundo a Anvisa.


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