Atividades não essenciais no Amazonas seguem suspensas até o fim de janeiro As atividades econômicas não essenciais continuarão suspensas no Amazonas até o dia 31 de janeiro. O governo do estado prorrogou decreto que venceria ontem (17). Quem descumprir a ordem está sujeito à multa diária de R$ 50 mil e à interdição do estabelecimento.

Desde o último dia 4, as atividades não essenciais estão suspensas no estado por causa da disparada dos casos de covid-19. As restrições foram ampliadas na última terça-feira (12), com a proibição do transporte intermunicipal de passageiros e a inclusão das academias entre os estabelecimentos que não podem funcionar.

Os shopping centers estão autorizados a abrir, mas apenas como ponto de coleta de compras eletrônicas. As mercadorias podem ser retiradas somente nos estacionamentos. O mesmo vale para restaurantes e lanchonetes, que só podem fazer entregas ou funcionar no modo drive-thru ou coleta no estabelecimento.

Na última quinta-feira (14), entrou em vigor o toque de recolher entre as 19h e as 6h em todos os municípios amazonenses. A medida vale até o dia 24. Somente trabalhadores de serviços essenciais, como profissionais de saúde, de segurança, serviços de entrega, transporte de cargas e jornalistas, podem circular nesse horário.

Ministério Público investiga mortes por falta de oxigênio

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas abriu uma investigação para investigar a atuação de pessoas físicas, jurídicas, servidores e entidades durante a crise da saúde no estado. Será avaliada a atuação principalmente durante o caos nos hospitais do estado por falta de oxigênio. A informação foi divulgada pelo órgão ainda no sábado (16).

Ajuda
Uma força-tarefa foi montada pelos governos estadual e federal, além de diversos outros órgãos e doadores, para enviar oxigênio para a capital Manaus ao longo da semana. Um avião que iria à Índia buscar vacinas levou oxigênio de Campinas a Manaus no sábado.

Aviões das Forças Armadas enviaram 5 mil metros cúbicos para hospitais de Manaus, segundo nota do Ministério da Saúde. A capital também recebeu cargas de oxigênio e doações de diversos estados e artistas, como Whindersson Nunes e Gusttavo Lima.