Anvisa autoriza uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 e primeira brasileira é vacinada

Os diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovaram neste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas contra a Covid-19: CoronaVac – desenvolvida pela Sinovac e o Instituto Butantan – e CoviShield – desenvolvida por Oxford/AstraZeneca e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), produzida pelo Instituo Serum da Índia.

Todos os cinco diretores votaram pela aprovação. O uso emergencial está, portanto, aprovado por unanimidade. Os diretores, no entanto, seguiram as recomendações das áreas técnicas da Anvisa e determinaram o acompanhamento dos dados quanto aos efeitos adversos e a eficácia nos diferentes grupos-alvo. Além disso, o Intituto Butantan terá que assinar um termo de compromisso para informar até o dia 28 fevereiro o tempo de proteção desenvolvida pela CoronaVac.

São as primeiras vacinas contra a Covid-19 a serem aprovadas no Brasil. A aprovação é referente a 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz e 6 milhões da Sinovac/Butantan. Tanto Fiocruz como Butantan precisarão apresentar novos pedidos para as doses que serão produzidas já em suas fábricas. Serão 100 milhões de doses do Butantan e 210 milhões da Fiocruz ao longo de 2021.

Primeira brasileira vacinada

Com a aprovação, a vacinação contra a Covid-19, o estado de São Paulo já vacinou a primeira pessoa em solo brasileiro. A enfermeira Mônica Calazans acaba de receber, na tarde deste domingo, a primeira dose da CoronaVac. Ela fazia parte do grupo placebo dos estudos, por isso não foi necessário esperar pela publicação da Anvisa em Diário Oficial.

O Ministério da Saúde informou para os prefeitos brasileiros que a data mais provável é a próxima quarta-feira (20). Como ainda não foi possível buscar as 2 milhões de doses da vacina de Oxford na Índia, a imunização vai começar com 6 milhões de doses da CoronaVac, fornecidas pelo Instituto Butantan. Em entrevista coletiva (vídeo abaixo), o ministro Eduardo Pazuello confirmou que as doses partem Às 7h desta segunda (18) para os estados.

Vacina russa não atendeu requisitos

Também solicitou autorização para uso emergencial no Brasil a farmacêutica União Química, que vai produzir a vacina russa Sputnik V. Entretanto, ainda neste sábado (16), a Anvisa rejeitou o pedido por falta de documentos que atendam o requisito mínimo, além de não estarem em curso testes de fase 3 da vacina no país. O Fundo Russo de Investimento Direto prometeu disponibilizar os documentos em breve. Os testes de fase 3 também serão realizados a partir das próximas semanas.