Ministro da Saúde confirma pela primeira vez vacinação no dia 20, mas data pode ser alterada

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta (14), em reunião com mais de 130 prefeitos, que a vacinação contra a Covid-19 começa na próxima quarta (20), mas a data pode ser alterada.

A informação foi confirmada por representantes de diversas prefeituras. A ideia é iniciar em todas as capitais, simultaneamente, às 10h do dia 20 de janeiro. O início depende da liberação das vacinas do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que serão avaliadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no domingo (17).

No entanto, foi mais uma vez adiada a viagem do avião que vai buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca – Fiocruz – na Índia. A partida foi remarcada para a noite desta sexta (15), o que deve inviabilizar a previsão de chegada ao Brasil para sábado. Dessa forma, apenas as doses do Butantan estariam disponíveis aos municípios na quarta (20), e ainda não se sabe se isso resultará na escolha de uma nova data.

Na reunião, o ministro Pazuello também informou aos prefeitos que o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid vai contar com 8 milhões de doses em janeiro e 30 milhões em fevereiro.

5 milhões de vacinados

De acordo com Jonas Donizete, presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, serão vacinados 5 milhões de brasileiros com essas 8 milhões de doses iniciais. Dois milhões de pessoas receberão a primeira dose da vacina de Oxford e 3 milhões receberão duas doses do Butantan. 

“São 2 milhões da Astrazeneca (Oxford/Fiocruz) e dois milhões de brasileiros vacinados. A CoronaVac, tem mais produzidas, mas o pedido de autorização emergencial foi para 6 milhões de doses. Na CoronaVac, as prefeituras receberão as doses, mas se receber mil doses, vai aplicar 500 e guardar as outras 500 porque depois de 21 dias vai ter que aplicar a segunda dose”

Em testes, a vacina de Oxford gerou boa resposta já após a primeira dose, aumentando a eficácia com uma dose de reforço com intervalo maior do que as demais, de até três meses. Os pesquisadores acreditam que ela possa ser usada futuramente em regime de dose única, mas ressaltam que mais estudos precisam ser conduzidos para confirmar essa projeção.