Polêmica: filha de ex-prefeito exibe ampola da CoronaVac no TikTok

A filha do ex-prefeito de Ponta Grossa, no Paraná, Marcelo Rangel (PSDB), publicou um vídeo no TikTok com uma amostra da CoronaVac. Na publicação, a jovem desafia os seguidores a mostrar algo “que a pessoa tenha em casa e provavelmente mais ninguém tenha” e que ela “ache legal”. Juliana pega, então, um frasco, onde é possível ver o logo do Instituto Butantan.

O laboratório confirmou que se trata de uma ampola do imunizante, mas disse que o frasco estava vazio e que não sabe como a garota conseguiu acesso a ele.

Em dezembro de 2020, quando ainda era prefeito da cidade — Rangel perdeu as eleições em novembro para a atual mandatária, Professora Elizabeth (PSD) — ele publicou uma série de fotos em sua página oficial do Instagram ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Em uma delas, escreve que havia assinado o protocolo de intenções para que Ponta Grossa recebesse o primeiro lote da CoronaVac. Em uma das fotos, o ex-prefeito afirma que pode levar uma ampola para Ponta Grossa, com autorização, e que faria “um quadro para que seus filhos, netos, bisnetos e outras gerações saibam que naquele dia, saiu o primeiro lote da vacina contra a pandemia que assolou o mundo”.

Falta de insumos


Enquanto a filha do ex-prefeito exibe a ampola no Tiktok, prefeitos e governadores cobram do Ministério da Saúde a produção de insumos para o programa de imunização.

Ao fazer o balanço da entrega de insumos para o combate ao novo coronavírus, o Ministério da Saúde assegurou não haver risco em relação a eventual falta de seringas e agulhas para o início da vacinação – prevista para ser iniciada em 20 de janeiro, conforme foi anunciado pelo ministro Eduardo Pazuello.

O total de unidades necessárias para o começo da imunização seria de 80 milhões, segundo o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems). 

“Para tranquilizar a população brasileira, o país é um dos principais produtores de seringas. A produção anual é de 1,5 bilhão de unidades, que atende ao mercado interno e externo”, afirma o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

Ele disse que não há qualquer risco de o Brasil atrasar a vacinação por causa da falta de insumos: “Nosso único inimigo do Brasil é a Covid-19. Todos estamos unidos. Agradeço aos colaboradores, às empresas de transporte aéreo, que fazem o transporte gratuito das vacinas no território nacional”.