CoronaVac tem 50,38% de eficácia global contra a Covid-19; prevenção de internações foi de 100%

O Instituto Butantan finalmente divulgou a eficácia global da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, que ficou em 50,38%, pouco acima do limiar mínimo de 50% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma aprovação.

Na prática, o número de pessoas que tiveram quaisquer sintomas de Covid, inclusive os mais leves e menos duradouros, foi duas vezes menor entre o grupo vacinado. Contra casos leves – com febre leve, dor de garganta, falta de paladar – a eficácia foi de 78%, enquanto que contra casos moderados e graves foi de 100%. Dessa forma, a vacina protegeu 100% dos voluntários contra internações e mortes por Covid-19.

De acordo com o Butantan, a CoronaVac foi submetida a “condições de estresse”. Isso porque apenas profissionais de saúde expostos ao vírus no dia-a-dia foram escolhidos como voluntários. Outras vacinas de maior eficácia, como Pfizer, Moderna e Oxford/AstraZeneca, utilizaram população comum. A expectativa é que a proteção conferida pela CoronaVac seja ainda maior na comunidade, quando aplicada em condições reais de exposicão.

Como nenhum estudo de vacinas da Covid-19 apresentou ainda dados sobre se os imunizantes impedem a transmissão do vírus, a CoronaVac surge como ferramenta importante para combater os casos graves e mortes pela doença, aliviando também o sistema e os profissionais de saúde. Como comparação, a vacina da Gripe, em um ano de sucesso, chega a 60% de eficácia.

O Instituto Butantan já enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa) o pedido de aprovação para uso emergencial das primeiras 6 milhões de doses da vacina que vieram prontas da SinoVac. Depois, o Butantan precisará solicitar nova aprovação para as doses que produzir em sua fábrica.

O Ministério da Saúde fechou acordo para distribuir igualmente a todos os estados brasileiros as 100 milhões de doses da CoronaVac que o Butantan vai produzir em 2021. Se aprovada pela Anvisa, a vacinação pode começar já na próxima semana, a partir do dia 20 de janeiro.