Morte por Covid-19 de diretor responsável pelo Enem aumenta pressão por adiamento do exame

Morreu na tarde desta segunda-feira (11), aos 59 anos, o general Carlos Roberto Pinto de Souza, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). A morte, por decorrência da Covid-19, aumentou a pressão de instituições estudantis pelo adiamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

A primeira prova presencial do exame está marcada para o próximo domingo (17), mas os candidatos pedem novo adiamento das provas justamente devido ao aumento de casos de Covid no país. Na última sexta-feira (8), a Defensoria Pública da União (DPU) entrou na Justiça com pedido de adiamento do Enem. A ação também foi assinada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a União dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e outras entidades estudantis.

Segundo o documento, "temos agora uma prova agendada exatamente no pico da segunda onda de infecções, sem que haja clareza sobre as providências adotadas para evitar-se a contaminação dos participantes da prova, estudantes e funcionários que a aplicarão".

Também demonstraram preocupação com a realização do Enem diversas entidades científicas, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que assinaram carta ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, em que afirmam que as "propostas apresentadas pelo INEP, como medidas de segurança para evitar a infecção pela COVID-19, não são suficientes para garantir a segurança da população brasileira, num momento de visível agravamento da pandemia no país".

O Inep e o Ministério da Saúde seguem defendendo a realização do exame a partir do próximo domingo. Para realizar as provas, os estudantes vão precisar seguir medidas de segurança, como usar máscara e manter distanciamento dentro das salas. Candidatos com sintomas ou diagnóstico de doenças infecciosas, a exemplo da Covid-19, terão uma segunda chance de fazer a prova mediante apresentação de atestado até um dia antes da data oficial.