Redes sociais realizam ofensiva contra Donald Trump e apoiadores exigem liberdade de expressão

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donaldo Trump, está sofrendo uma ofensiva das maiores redes sociais do mundo. Após banimentos temporários na última semana, Trump teve sua conta permanentemente excluída do Twitter, e um aplicativo usado por seus apoiadores está sendo boicotado por Google e Apple. Seguidores apontam cerceamento da liberdade de expressão.

O caso é sem precedentes para um líder de uma democracia no mundo. Sob argumento de “risco de mais incitação à violência”, o Twitter decidiu banir permanentemente a conta oficial do presidente estadunidense, um de seus principais canais de comunicação com a população durante os quatro anos de mandato.

Em protesto contra uma alegada restrição à liberdade de expressão, muitas pessoas estão atualizando suas fotos de perfil para uma imagem de Trump. Impedido de publicar no Twitter, o presidente dos EUA migrou para uma outra plataforma, o aplicativo Parler, e foi seguido por muitos apoiadores. Mas a aplicação também foi alvo das corporações.

A Google, responsável pelo sistema Android, e a Apple, dona do iOS, decidiram suspender o Parler de suas lojas, impedindo seu uso. A proposta do Parler de não censurar publicações e permitir total liberdade de expressão foi interpretada pelas empresas como conivência a discursos de ódio.

Segundo um levantamento do grupo Gartner, 99,1% dos smartphones vendidos no mundo são Android ou iOS. Nas redes sociais, usuários começam a questionar o poder dessas empresas, no momento em que elas bloqueiam a comunicação entre o presidente de um país como os Estados Unidos e sua população.