Após críticas, Butantan vai divulgar eficácia “global” da CoronaVac; Indonésia registrou 65%

O Instituto Butantan divulgou na última quinta-feira (7) os primeiros dados sobre a CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O anúncio animou a comunidade científica brasileira, mas também levantou dúvidas e críticas à falta de transparência. Agora, o Butantan promete sanar as dúvidas nesta terça (12).

Nos testes com 12 mil voluntários brasileiros, a CoronaVac evitou 78% dos casos leves de Covid-19 – febre, dor de garganta, falta de paladar - e 100% dos casos moderados e graves – falta de ar, cansaço excessivo, internações e mortes. Porém, os especialistas questionaram o fato de não ter sido divulgada a eficácia global da vacina, ou seja, o quanto a CoronaVac preveniu qualquer infecção pelo coronavírus.

É provável que esse número seja inferior aos 78%, relativos aos casos leves, porque também são levados em conta os casos assintomáticos. Na Indonésia, um estudo similar revelou 65,3% de eficácia global para a CoronaVac. O número é superior aos 50% mínimos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e suficientes para uma vacina barata e de fácil distribuição. Mesmo assim, cientistas brasileiros cobraram mais transparência no processo.

Depois das críticas, o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, informou que o Butantan vai finalmente divulgar, nesta terça, a eficácia global da vacina, que já está sendo analisada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):

“Esses dados que nós chamamos de eficácia global estão em posse do Butantan e da agência reguladora, a Anvisa, e dessa maneira saberemos todos amanhã essa informação que é de fundamental importância para que nós possamos inseri-la inclusive nas próprias campanhas (de vacinação)” – informou o secretário.