Fiocruz solicita aprovação emergencial da “vacina de Oxford” contra a Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), na tarde desta sexta-feira (08), o pedido de aprovação para o uso emergencial da “vacina de Oxford”. A vacina, desenvolvida em parceria do laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford, apresentou eficácia média de 70% contra a Covid-19, além de prevenir 100% dos casos graves.

A exemplo, do Instituto Butantan com a CoronaVac, a Fiocruz vai importar e depois produzir a vacina ChAdOx1 nCoV-19. Nos dois casos, os pedidos de liberação emergencial dizem respeito apenas às doses que virão prontas. No caso do Butantan, são 6 milhões de doses prontas da Sinovac, enquanto a Fiocruz vai receber 2 milhões de doses prontas da “vacina de Oxford” que virão do Instituto Serum, da Índia. Depois, tanto Butantan como Fiocruz precisarão solicitar o registro para vacinas produzidas em suas fábricas.

O prazo estipulado pela Anvisa para avaliar os pedidos é de 10 dias. Segundo o Ministério da Saúde, a previsão mais otimista é que a vacinação se inicie no Brasil no dia 20 de janeiro.

Vacina é ideal para o SUS

O imunizante desenvolvido pela universidade britânica em parceria com o laboratório AstraZeneca é bem mais barato que os da Pfizer e da Moderna, por exemplo, e tem uma logística de armazenamento bem mais fácil, sem a necessidade de freezers especiais. Essas são as características mais indicadas para uma vacinação em massa de grandes populações, como a do Brasil.

No dia 30 de dezembro, a vacina foi aprovada no Reino Unido. Nesse dia, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, comemorou:

É uma vacina que também começa em um sistema público, tradicional, o sistema inglês. E aqui no Brasil é muito adequada para o SUS [Sistema Único de Saúde] pela sua conservação, pelo seu custo e por ter sustentabilidade.” – disse a presidente.



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