Manifestantes que invadiram Congresso dos EUA estão sendo identificados e demitidos de empresas

Os manifestantes que invadiram o Capitólio, Centro Legislativo dos Estados Unidos (EUA), estão sendo identificados a partir de imagens produzidas pelos próprios membros do grupo e divulgadas em redes sociais. Enquanto as autoridades judiciais prometem medidas punitivas, empresas estão demitindo funcionários identificados.

A invasão ao Capitólio ocorreu na última quarta-feira (06), enquanto ocorria a sessão que confirmou Joe Biden (Democratas) como próximo presidente estadunidense. Cinco pessoas morreram durante confrontos com seguranças do edifício.

A corretora de seguros Goosehead, por exemplo, demitiu o advogado Paul Davis depois que ele apareceu em um vídeo dizendo: "estamos todos tentando entrar no Capitólio para impedir (a contagem de votos)".

Mas a invasão não deve resultar apenas em perdas de trabalhos. Nesta quinta (07), o promotor-geral dos EUA, Jeffrey A. Rosen, disse que o Departamento de Justiça americano irá processar os responsáveis pelo “ataque ao governo”:

“Nossos promotores criminais trabalharam durante toda a noite (06) com agentes especiais e investigadores da Polícia do Capitólio dos EUA, FBI, ATF (Escritório de Armas de Fogo e Explosivos), Departamento de Polícia Metropolitana e o público para reunir as evidências, identificar os perpetradores e os acusar de crimes federais quando justificado. Alguns participantes da violência de ontem (06) serão acusados hoje (07) e continuaremos a avaliar metodicamente as evidências, acusar por crimes e fazer prisões nos próximos dias e semanas para garantir que os responsáveis sejam responsabilizados perante a lei”.

Pelo menos 81 pessoas foram presas desde a noite da invasão.