Butantan envia oficialmente à Anvisa pedido de uso emergencial da CoronaVac

O Instituto Butantan enviou oficialmente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta sexta-feira (08), o pedido de aprovação do uso emergencial da CoronaVac. É a primeira vacina contra a Covid-19 a solicitar a liberação no Brasil.

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta (07), o Butantan anunciou que os testes com mais de 12 mil voluntários brasileiros mostraram que a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac preveniu 78% dos casos leves e 100% dos casos moderados e graves de Covid-19. Agora, a CoronaVac será oficialmente o primeiro imunizante contra a doença a ser avaliado pela Anvisa. A Agência estipula um prazo de 10 dias para responder à solicitação, dependendo da apresentação de todos os documentos necessários.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que a pasta firmou acordo com o Instituto Butantan para fornecimento das 100 milhões de doses que serão produzidas em 2021. O Instituto já tem 11 milhões de doses.

Fiocruz também pode solicitar hoje

A CoronaVac é a primeira vacina contra a Covid-19 a ter o uso emergencial solicitado no Brasil, mas não deve ser a única ao final desta sexta. A previsão é que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) siga os passos e apresente ainda hoje o pedido à Anvisa para a liberação da vacina de Oxford/AstraZeneca.

No caso da Fiocruz, serão mais de 200 milhões de doses produzidas em 2021. Tanto a CoronaVac como a “vacina de Oxford” têm o perfil ideal para a aplicação em massa em grandes populações. Apesar de apresentarem eficácia inferior às vacinas de RNA - Pfizer e Moderna - elas são mais baratas e mais facilmente armazenadas e distribuídas, permitindo grande cobertura vacinal mais rápida.



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