Butantan e Anvisa se reúnem hoje para tratar da aprovação emergencial da CoronaVac

Representantes do Instituto Butantan, que vai produzir a “CoronaVac” no Brasil, vão se reunir nesta quarta-feira com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar do uso emergencial da vacina no país.

O Instituto tinha marcado para o dia 23 de dezembro a entrega dos pedidos de aprovação emergencial e de registro definitivo do imunizante à Anvisa, mas a data foi adiada. Isso porque a Sinovac, empresa farmacêutica chinesa que desenvolve a vacina, pediu um novo prazo de 15 dias para a divulgação da eficácia da substância. O prazo, portanto, termina nesta quinta (07).

A reunião de hoje serve para troca e solicitação de novos documentos, e é um procedimento que vem sendo feito também entre a Anvisa e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vai produzir a “vacina de Oxford”. A expectativa da Anvisa é de finalmente receber os pedidos de aprovação emergencial das duas vacinas até sexta-feira (08), quando a Agência se reúne com o Ministério da Saúde.

Após a entrega do pedido, a Anvisa estipula um prazo de 10 dias para analisar e decidir se aprova a solicitação. A troca contínua de documentos serve justamente para adiantar o processo e evitar surpresas e vetos.

Vacinação

A CoronaVac faz parte do Plano de Vacinação do estado de São Paulo, que está marcado para começar no dia 25 de janeiro. Outros estados e cidades, como Niterói e Maricá, no Rio, têm acordo com o Instituto Butantan para fornecimento do imunizante. No Palno Nacional de Imunizações, o Ministério da Saúde sinaliza a intenção de adquirir doses da vacina, mas nenhum acordo foi firmado até agora.