Covid: Eduardo Paes nega lockdown no Rio e cita escalonamento nos transportes

O prefeito Eduardo Paes falou com jornalistas nesta manhã (06), em frente ao Hospital Ronaldo Gazola, em Acari, sobre a situação da Covid-19 no Rio e negou mais uma vez a adoção de um lockdown na cidade. Paes ainda comentou a possibilidade do aumento da frota de ônibus para diminuir a aglomeração nos coletivos e comemorou a reabertura de leitos.

"Não há um lockdown e não há previsão de haver. Espero que a gente não tenha que chegar nisso. Então, as pessoas vão se descolar para o local de trabalho e é impossível você imaginar que numa rede de ônibus você vai ter o distanciamento social de uma pessoa e outra de 1 metro, de 2 metros. Em relação aos ônibus, o escalonamento é algo que se pode fazer. Nós estamos analisando" – disse o prefeito.

Segundo Paes não há previsão para recuperação dos ônibus danificados do BRT, por exemplo, que tem funcionado com menos carros, e por isso o escalonamento seria uma solução mais fácil:

“O escalonamento é uma medida mais ágil, junto com bares e outras coisas, mas isso serão decisões técnicas do comitê de especialistas da Secretaria de Saúde. O prefeito não é palpiteiro. Nós vamos respeitar aquilo que a medicina, a ciência e a saúde disserem” – comentou.

Paes ainda disse que “não tem milagre”, e que a população precisa tomar cuidados para diminuir o risco de contágio nos coletivos:

“O que a gente precisa é de alguns cuidados, usar máscara o tempo todo, evitar conversar, evitar comer, porque você tira a máscara, obviamente, num espaço que vai ter sempre algum grau de aproximação. Óbvio que a gente está fazendo esse esforço, mas não tem milagre” – disse o prefeito.

Abertura de leitos

O prefeito Eduardo Paes comemorou a reabertura de 150 leitos na rede municipal desde segunda-feira e reafirmou a estratégia de trabalhar com leitos prontos em vez de hospitais de campanha:

“Nós temos uma meta de 343 leitos, alguns inclusive na rede privada. Mas o importante é que a gente conseguiu desativar o Hospital de Campanha do Riocentro, que é um custo absurdo. Aqui no Hospital de Acari, que é um hospital de referência para Covid-19 no município do Rio, já temos 380 leitos que é a lotação máxima do hospital funcionando. Esses leitos estavam prontos, o que faltava era pessoal, era organização, gestão. Nunca se precisou de hospital de campanha” – concluiu Paes.