Governo acerta compra emergencial de 30 milhões de seringas com fabricantes nacionais

O Ministério da Saúde acertou com fabricantes brasileiros a produção e compra de 30 milhões de seringas a serem usadas na campanha de vacinação contra a Covid-19. Em um primeiro leilão, ocorrido em dezembro, o governo federal havia conseguido acordo para fornecimento de apenas 7,9 milhões das 300 milhões de unidades pretendidas.

Essas 30 milhões de unidades compradas serão entregues emergencialmente até o fim deste mês de janeiro, e devem suprir a demanda do início da vacinação, previsto para ocorrer a partir de 20 de janeiro. Um novo edital será publicado pelo governo nas próximas semanas para buscar as unidades restantes.

No primeiro leilão, segundo Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), o Ministério da Saúde ofereceu um valor cerca de 50% menor do que o praticado no mercado. Ainda de acordo com Fraccaro, as empresas decidiram “abrir seus corações” para ajudar o governo neste momento difícil.

Exportação restrita

Frente ao risco real de faltar seringas para as diversas campanhas de vacinação no Brasil em 2021, uma portaria da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia determinou a restrição da exportação do produto. A venda fica condicionada à “licença especial de exportação de produtos para o combate à Covid-19”, assim como respiradores, máscaras, luvas e outros insumos.