Cuba impede saída de pastores do país A Aliança de Igrejas Evangélicas de Cuba (AIEC) denunciou que o governo local proibiu pastores de saírem do país para os Estados Unidos para participar de um evento de Liberdade Religiosa realizado na cidade de Washington.

Os pastores que não foram autorizados a saírem de Cuba eram Moisés e Alida Leon Esquivel Prada Báez, ambos membros da AIEC executivo.

De acordo com um comunicado da Aliança Evangélica Latino-Americana (AEL), foi-lhes dito que não poderiam viajar para Washington, porque a Segurança do Estado (o órgão repressivo do governo nacional) havia negado a saída de ambos.

Segundo a AEL, nos últimos meses o governo cubano atacou a Aliança de Igrejas Evangélicas de Cuba, por sua posição contra a aprovação constitucional do casamento entre homossexuais em Cuba. Assim como algumas restrições à liberdade religiosa: como a eliminação do direito à liberdade de consciência, que parecia suprimida na nova Constituição cubana implementada no início de 2019, entre outras. 

A Aliança das Igrejas Evangélicas de Cuba representa quase um milhão de fiéis evangélicos cubanos, o que significa quase 10% da atual população cubana. Segundo a declaração da AEL, a Igreja Evangélica Cubana está recebendo importantes pressões, que impedem o exercício de suas liberdades fundamentais, já que não deseja fazer parte da agenda oficial do governo cubano. 

A Aliança Evangélica Latina (AEL) lamenta a situação e insta as alianças de seus membros, representando 22 países de língua espanhola, a orar fervorosamente por uma situação tão delicada. Além disso, rejeita qualquer ato de discriminação e censura. E encoraja os irmãos cubanos a permanecerem comprometidos com o Senhor Jesus Cristo e sua Igreja para a extensão do Reino de Deus e sua Justiça.