Reunião entre Anvisa e Fiocruz termina sem pedido de aprovação de vacina

A reunião entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) terminou sem o esperado pedido de aprovação para uso emergencial da “vacina de Oxford” contra a Covid-19. A vacina é desenvolvida pela universidade britânica em parceria com o laboratório AstraZeneca.

A Anvisa solicitou mais informações e dados à Fiocruz quanto ao imunizante, principalmente sobre as doses que a Fundação pretende importar de um laboratório indiano. A intenção é saber se a versão da vacina produzida na Índia possui as mesmas características de eficácia e segurança:

"Em termos mais técnicos, o objetivo desta avaliação é garantir a equivalência quanto à resposta da imunogenicidade, ou seja, a habilidade de a vacina ativar resposta ou reação imune, tais como o desenvolvimento de anticorpos específicos, respostas de células T, reações alérgicas ou anafiláticas" – disse em nota a Anvisa, que também quer saber se o laboratório possui boas práticas de fabricação.

Segundo a Fiocruz, a submissão de todos os documentos referentes ao estudo de eficácia será concluída até o dia 15 de janeiro.

Importação está ameaçada

A Anvisa já havia aprovado a importação, em caráter excepcional, de 2 milhões de doses prontas da vacina pela Fiocruz ainda neste mês de janeiro, mas o Instituto Serum, que faria a entrega, alegou que o governo da Índia não vai permitir a exportação do imunizante.

“Só podemos dar (as vacinas) para o governo da Índia no momento” – disse o presidente do Serum, Adar Poonawalla. A Fiocruz, que divulgou já ter acordo para a importação, ainda não se pronunciou sobre essa questão. De concreto, existe apenas a previsão de entrega das doses produzidas na fábrica da fundação, Bio-Manguinhos, na segunda semana de fevereiro.