Fábio de Melo e Marcelo Rossi revoltam internautas após apoiarem padre acusado de abusos sexuais

Os padres Fábio de Melo e Marcelo Rossi são os mais novos cancelados nas redes sociais. A revolta começou depois que os dois apareceram neste domingo (03) no Fantástico para defender o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, acusado de abuso sexual por quatro ex-seminaristas.

A reportagem exibiu a gravação em que os quatro rapazes de famílias simples e muito religiosas, sem mostrar o rosto, contam detalhes das investidas sexuais não consentidas em encontros privados.

Depois da divulgação dos vídeos, Dom Alberto recebeu a solidariedade de ex-seminaristas e padres, entre eles, Marcelo Rossi e Fábio de Melo.

“Dom Alberto já me amparou muitas vezes. Eu gostaria que as minhas orações e o meu carinho fizessem o mesmo por ele, neste momento”, disse o padre Fábio de Melo.

“Nessa hora de combate, estamos juntos em oração”, declarou o padre Marcelo Rossi.

No Twitter, o assunto chegou aos trending topics.

“É muito grave os padres pop da Globo Fabio de Melo e Marcelo Rossi colocarem publicamente seu apoio ao Arcebispo acusado de abuso sexual por 4 pessoas. No mínimo, se calassem até as investigações serem concluídas. E ainda assim, seria feio. Isso so desencoraja novas denuncias”, tuitou @PeterMr

“o arcebispo dom Alberto abusou de 4 meninos e tem apoio de TODA igreja oq me dá nojo e até o padre Fábio de Melo q vive nas redes sociais se dizendo todo moderno mas qnd acontece casos assim ele vai logo defendendo o padre pedófilo”, escreveu @alvemani

O arcebispo também recebeu o apoio de instituições ligadas à Igreja: a direção do seminário São Pio X, em Belém, divulgou uma nota de repúdio contra as acusações.

De acordo com a reportagem do Fantástico, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil disse ter tomado conhecimento das ocorrências que causam sofrimentos grandes ao arcebispo e que acompanha o percurso doloroso com orações e fraterna amizade.

Na semana passada, outras instituições se manifestaram sobre o caso: 37 entidades civis e de Direitos Humanos, entre elas a Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia e a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Santarém, no Pará, assinaram um manifesto pedindo o afastamento do arcebispo da arquidiocese de Belém até o fim das investigações.