Familiares se despendem do pastor Ari Guedes

O corpo do pastor Ari Guedes foi sepultado neste domingo (3), às 10h, no Cemitério Jardim do Éden, na Av. Baronesa de Mesquita, em Mesquita (RJ). A cerimônia foi restrita à família. O corpo foi levado às 7h da Funerária Oswaldo Cruz, na Praça Oswaldo Cruz, em Petrópolis.

Ari Guedes estava internado desde o dia 12 de dezembro com Covid-19 no Hospital Unimed. Segundo a família, no dia 26, o estado de saúde do pastor se agravou e ele precisou ser entubado. Ele chegou a apresentar melhoras, mas o quadro piorou na última sexta-feira (1º) e o pastor morreu na madrugada de sábado (02).

Ari Guedes tinha 74 anos e era presidente do Conselho de Ministros Evangélicos do Município de Petrópolis (Comempe). Na década de 1990, foi um dos líderes do 'Movimento Carismático' da Igreja Metodista no Estado do Rio de Janeiro.

O pastor deixa mulher, 4 filhos, 8 netos e um legado a milhares de fiéis da Igreja Metodista. Na década de 1990, ele foi um dos precursores no estado do Rio de Janeiro de um movimento conhecido como 'Movimento Carismático do Brasil da Igreja Metodista", que trouxe mudanças na evangelização, segundo o amigo de Ari Guedes, Rogério Santos da Silveira, que é pastor auxiliar na Igreja Metodista do Quitandinha, em Petrópolis.

"Uma igreja de um cunho tradicional [a Igreja Metodista] e, naquele período, estava havendo uma grande renovação nas igrejas históricas, nas quais a Igreja Metodista faz parte. E ele foi um dos líderes. Trouxe para a igreja um sistema novo de louvor, chamado 'louvor comunitário', e nós, com ele, tivemos muitas mudanças na igreja. Trouxe uma renovação espiritual, uma nova dinâmica da liturgia, uma outra visão de evangelização, de adoração, e, junto com alguns outros, na direção do bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann, trouxe um grande avivamento para a Igreja Metodista da 1ª Região, que gerou o crescimento da igreja no estado. Um crescimento significativo após esse movimento da década de 90. Então, ele marcou muito a vida e a história da Igreja Metodista, principalmente no estado do Rio de Janeiro", conta Rogério.

Nesta época, Ari Guedes era pastor do Rogério. A partir de então os laços de amizade se fortaleceram cada vez mais.

"Ele foi meu pastor em Cascatinha, de 1990 a 1994, eu era jovem lá, né, então eu participava muito com ele, eu ajudava. E hoje ou sou pastor e tive o privilégio de pastorear junto com ele na última igreja que ele pastoreou, na Metodista do Quitandinha, onde ele veio a se aposentar, com 70 anos".

"Ele teve uma cirrose bastante problemática, que veio a ter a necessidade de um transplante de fígado. Esse fígado transplantado veio com problema de câncer. E ele tratou o câncer, ficou bom, curado. Depois ele se restabeleceu. Muito dinâmico, visão empresarial e empreendedora muito boa, pois foi empresário durante muito tempo. Então, o pastor Ari é uma pessoa expressiva na sociedade. Muita coragem, um guerreiro, com uma personalidade muito forte. Lutando muito pelos valores da igreja, da família, e tinha sua posição sem nenhum medo de expô-la. Era muito natural nas suas posições e foi um grande amigo", relatou Rogério, que lamentou a perda repentina do amigo.