Índia aprova “vacina de Oxford” contra a Covid-19; expectativa aumenta no Brasil

O governo da Índia aprovou a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, abrindo caminho para uma campanha massiva de imunização no segundo país mais populoso do mundo, disse neste sábado o ministro da Informação da Índia, Prakash Javadekar.  

Javadekar acrescentou que a vacina foi aprovada na sexta-feira, confirmando o que fontes próximas ao assunto disseram à Reuters.

É a primeira vacina para coronavírus aprovada para uso emergencial pela Índia, que apresenta o maior número de infecções depois dos Estados Unidos.

Javadekar disse que pelo menos mais três vacinas aguardam aprovação.

"A Índia é talvez o único país onde pelo menos quatro vacinas estão sendo preparadas", disse ele.

"Um foi aprovado ontem para uso emergencial, a Covishield", disse, referindo-se à vacina da AstraZeneca, que está sendo desenvolvida localmente naquele país por meio do Sorum Institute of India (SII, na sigla em inglês).

A Índia relatou mais de 10 milhões de casos de Covid-19, embora sua taxa de infecção tenha caído significativamente desde o pico em meados de setembro.

O país espera inocular 300 milhões de seus 1,35 bilhão de habitantes nos primeiros seis a oito meses de 2021.

Expectativa no Brasil

A “vacina de Oxford” é a principal aposta do Ministério da Saúde para combater a Covid-19 no Brasil. Por contrato firmado com a AstraZeneca, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai entregar mais de 200 milhões de doses até o fim de 2021. Em um ofício do dia 31 de dezembro, a Fundação solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a permissão para importar já prontas 2 milhões de doses nos próximos dias.

Aprovada pelo Reino Unido no último dia 30 de dezembro o imunizante é visto como ideal para a vacinação em massa por conta de seu baixo valor e fácil condição de armazenamento. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, chegou a classificar o dia da aprovação como histórico.A AstraZeneca já enviou os documentos pendentes para uma possível aprovação emergencial à Anvisa – que deve ser solicitada no próximo dia 6 de janeiro - o que aumentou a expectativa pela liberação no Brasil. A Fiocruz também promete enviar em definitivo os dados do estudo de eficácia do imunizante até o dia 15, quando solicitará o registro padrão da vacina.



*com informações da Agência Brasil