Aposta do Brasil, vacina de Oxford é aprovada no Reino Unido para uso emergencial

O Reino Unido autorizou o uso emergencial da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. O imunizante foi aprovado hoje (30) pela Agência Reguladora de Saúde e Produtos Médicos, no momento em que as autoridades esperam acelerar a campanha de vacinação lançada no país no início de dezembro.

Esta é a segunda vacina a ser aprovada no Reino Unido, que foi também o primeiro a aprovar o uso da vacina da Pfizer. A vacina de Oxford era bastante esperada por ser mais barata e de mais fácil distribuição, podendo ser armazenada em freezers comuns.

O Reino Unido já assinou um compromisso para a compra 100 milhões de doses da vacina, o que permitirá que 50 milhões de pessoas sejam vacinadas, pois são necessárias duas doses. Em nota, o Ministério da Saúde indicou que o governo aceitou a recomendação dos reguladores de usar a vacina após "testes clínicos rigorosos" e "uma análise dos dados por especialistas da Agência Reguladora de Saúde e Produtos Médicos".

Os reguladores, acrescentou o ministério, concluíram que a vacina "atende a níveis estritos de segurança, qualidade e eficácia". Dados publicados no início de dezembro na revista médica "The Lancet" indicaram que a vacina é 62% eficaz quando duas doses completas da vacina são administradas, mas que é 90% eficaz quando metade da vacina é administrada na primeira dose, seguida de uma dose completa na segunda.

Essa vacina é a principal aposta do Ministério da Saúde, que ontem (29) anunciou que a vacinação aqui no Brasil deve começar no dia 20 de janeiro. A Fiocruz pretende entregar 210,4 milhões de doses no país ao longo de 2021, soma suficiente para vacinar mais de 105 milhões de pessoas.