Análises descartam relação entre vacina e a morte de um homem após imunização em Israel

Um idoso de 75 anos morreu após sofrer um ataque cardíaco em Israel, horas após receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da Pfizer. Segundo o Ministério da Saúde do país, a análise preliminar não apontou qualquer relação entre a vacina a morte.

As autoridades israelenses informaram que a vítima tinha doenças pré-existentes e já havia sofrido com infartos em outras ocasiões. "Um homem de 75 anos, sofrendo doenças cardíacas e câncer, que já teve diversos ataques cardíacos anteriormente, foi vacinado contra Covid-19 nesta manhã (28) e morreu em casa pouco depois" – informou em nota o Ministério da Saúde de Israel.

O que chamou a atenção foi a proximidade do ataque cardíaco com a aplicação da dose – um intervalo de cerca de duas horas – mas as autoridades garantiram que, em uma primeira avaliação, não houve constatação de ligação entre os dois fatos. A família da vítima pediu para que a morte do homem não fosse associada à vacina.

Por segurança, o diretor-geral do Ministério da Saúde israelense, Chezy Levy, abriu uma investigação para apurar o incidente. Durante os testes, a vacina desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech não demonstrou nenhum efeito colateral grave. As reações mais comuns foram febre, fadiga e dor no local da injeção.

Vacinação em massa

Israel iniciou a aplicação do imunizante no dia 20 de dezembro. O primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, foi vacinado um dia antes e afirmou que queria encorajar os cidadãos israelenses a fazerem o mesmo:

"Pedi para ser vacinado primeiro, junto do ministro da Saúde, Yuli Edelstein, para dar o exemplo e os encorajar a serem vacinados" – disse o líder israelense na ocasião.