Fiocruz rejeita pedido do STF para furar fila de vacinação contra a Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negou um pedido do Superior Tribunal Federal (STF) de reserva de sete mil doses de vacina contra a Covid-19 para ministros e servidores.

O ofício pedindo para que o STF tivesse prioridade na vacinação foi enviado à Fiocruz no dia 29 de novembro pelo diretor-geral da Corte, que pedia também a adição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no grupo:

“Tal ação tem dois objetivos principais. O primeiro é a imunização do maior número possível de trabalhadores de ambas as casas, que desempenham papel fundamental no país e têm entre suas autoridades e colaboradores uma parcela considerável de pessoas classificadas em grupos de risco. [...]

Adicionalmente, entendemos que a realização da campanha por este Tribunal é uma forma de contribuir com o país nesse momento tão crítico da nossa história, pois ajudará a acelerar o processo de imunização da população e permitirá a destinação de equipamentos públicos de saúde para outras pessoas, colaborando assim com a Política Nacional de Imunização.”

Um pedido parecido havia sido feito anteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça, mas em ambos os casos a resposta da Fiocruz, que vai produzir a vacina de Oxford/AstraZeneca foi a mesma: não.

"A produção dessas vacinas será, portanto, integralmente destinada ao Ministério da Saúde, não cabendo à Fundação atender a qualquer demanda específica por vacinas" – diz um trecho da nota da Fiocruz.