Venda de vacina falsa em Madureira será investigada pela Anvisa e pela Polícia Federal Uma série de postagens relatando uma suposta venda de vacinas em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro, culminou numa investigação da Anvisa e da Polícia Federal. O produto estaria sendo vendido por cerca de R$ 50, com R$ 10 reais adicionais para aplicação.

O registro da vacina falsificada foi feito pelo produtor cultural Sérgio Oliveira, também conhecido como Jones MFjay, 58 anos.

“Galo! Galo!”, gritava um ambulante da região – galo é uma gíria que significa 50 reais. Ao se aproximar, Oliveira registrou o motivo do alarde em uma foto: uma caixa de uma suposta vacina contra o coronavírus.

Nas redes sociais, circula uma foto que mostra a mão de uma pessoa segurando uma embalagem da vacina produzida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim. A embalagem da vacina "alternativa" procura imitar a da Coronavac, a vacina chinesa produzida em parceria com o Instituto Butantan, que começará a imunizar a população de São Paulo no dia 25 de janeiro.

Vale lembrar que, por enquanto, nenhuma vacina foi aprovada no Brasil. E quando isso acontecer, a vacinação ocorrerá nos postos de saúde, gratuitamente.

A Vigilância Sanitária se manifestou por meio de uma nota que diz: “A Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano informa que descaminho, contrabando e venda de mercadorias sem nota fiscal são crimes que devem ser combatidos pelas forças policiais. O Instituto de Vigilância Sanitária reforça que, até este momento, não há vacina contra Covid-19 oficialmente liberada no Brasil. A Guarda Municipal não constatou a comercialização da falsa vacina no momento de seu patrulhamento de rotina em Madureira”, finalizou o texto.