Padre compara Jesus Cristo com Hitler e é destituído Um padre da igreja da Suécia foi destituído por declarações incongruentes com a sua posição, informou o jornal da Igreja Kyrkans Tidning.

O Conselho da Igreja, citando a opinião de especialistas, comunicou que o padre "expressou-se, direta e indiretamente, de forma antissemita e islamofóbica" e "fez declarações teológicas profundamente problemáticas", além de considerar que os limites da liberdade de expressão e do sacerdócio tinham sido ultrapassados.

Por sua vez, o ex-clérigo se descreveu como "verdadeiro sacerdote", "verdadeiro cristão" e "verdadeiro nacional-socialista" e acusou a igreja de trair o "verdadeiro Deus".

Revelou-se que o ex-sacerdote havia comparado o líder nazista Adolf Hitler com Jesus Cristo e que era membro do Movimento de Resistência Nórdica (NMR), que defende a autossuficiência nórdica, a retirada da União Europeia e a deportação em massa de imigrantes não brancos.

"A razão [para a exoneração] é que o homem se expressou de uma forma racista e nazista que prejudica a reputação da igreja", explicou Johan Munck, presidente da Câmara de Recurso da igreja da Suécia, que é a mais alta instância no caso.

Apesar disso, o padre não negou as suas declarações, mas referiu-se à liberdade de opinião.
"O que a igreja da Suécia está agora fazendo no seu zelo pode ter consequências. O que virá a seguir? […] É triste que vocês os democratas gritem o mais alto possível sobre a liberdade de opinião, mas apliquem-na o menos possível", disse o padre destituído, que considera que a igreja da Suécia "traiu o verdadeiro Deus, Jesus Cristo".

A igreja da Suécia possui mais de cinco milhões de membros e é conhecida por sua posição liberal em questões como a homossexualidade e a imigração em massa, além de ser a maior organização religiosa da Suécia e a maior denominação luterana da Europa.

Nas últimas décadas, porém, os membros dessa igreja têm vindo a diminuir rapidamente. Em 2018, 57% da população sueca eram membros da igreja da Suécia, contra 95% em 1972.