MPRJ faz acordo com Felipe Neto por “defesa dos interesses de crianças e adolescentes na internet”

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) assinou, na última sexta-feira (18), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o youtuber Felipe Neto “para adoção de medidas em defesa dos interesses de crianças e adolescentes na internet”.

Segundo o MPRJ, o youtuber vai disponibilizar em seu canal, em até 60 dias, vídeos explicativos sobre classificação indicativa e faixas etárias, além de fazer, em até 30 dias, a revisão de todos os seus vídeos para disponibilização da classificação indicativa nos títulos.

O acordo também prevê que Neto disponibilize, em até oito meses, um curso digital gratuito multidisciplinar, que vai abordar assuntos como controle parental sobre o uso da internet por menores e proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Inquérito por corrupção de menores

O acordo, assinado na última sexta-feira (18), tem origem no inquérito aberto contra Felipe Neto no começo do mês de novembro por suposta corrupção de menores. Na ocasião, a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) indiciou o youtuber por não limitar a classificação de vídeos em seu canal que teriam “conteúdo e linguajar inapropriado para menores”.

“Ao assinarem o TAC, ambas as partes estão tendo ganhos, no sentido de chegar a um bom termo, a um ponto que será produtivo para a sociedade." - pontuou a promotora de Justiça Rosana Cipriano. 

Após assinar o TAC digitalmente, Felipe Neto parabenizou o trabalho que o MPRJ vem fazendo na defesa dos direitos de crianças e adolescentes:

“Ao longo desse processo, com nossas várias reuniões, fiquei positivamente surpreso e feliz com o esforço do trabalho da instituição neste sentido. Comecei a produzir conteúdo para a internet em 2010, sem jamais imaginar que meus vídeos atingiriam tamanha repercussão. De lá para cá, e ainda mais intensamente nos últimos dois anos, tenho mergulhado em instrução, educação e estudo, para compreender como meu trabalho impacta na vida de uma família, no cotidiano de um jovem. Quero, cada vez mais, compreender esse processo, para poder usá-lo para o bem. E o MPRJ, à luz desse TAC, é um parceiro nessa busca. Quero ser auxílio, nunca um obstáculo. Contem comigo para qualquer coisa em que possa contribuir para levar a educação digital e a conscientização social para todos.”



*com informações do MPRJ