Após prisão, Marcelo Crivella é afastado do cargo de prefeito

A desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita determinou nesta terça-feira (22) a suspensão da função pública de Marcelo Crivella, que deverá se afastar do exercício de prefeito do Rio de Janeiro. Crivella foi preso na manhã de hoje por suposto “QG da propina” na prefeitura.

A desembargadora afirma na decisão que Crivella era o chefe da organização criminosa batizada de “QG da propina”, que orquestrava “de modo permanente ao longo dos quatro anos de mandato” um esquema de pagamentos indevidos por parte de empresas para assinatura de contratos fraudulentos, planejados ainda durante a campanha eleitoral de 2016.

Segundo a decisão, mesmo restando apenas nove dias para o fim do mandato, a manutenção de Crivella no cargo implicaria em riscos à ordem pública. A desembargadora citou que, mesmo com o fim da gestão, os contratos continuarão ativos, permitindo que os investigados continuem a receber a propina das empresas envolvidas.

Prisão

Há nove dias do fim do mandato, o agora prefeito afastado do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi levado para a Cidade da Polícia, no Centro do Rio, em cumprimento do mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Também foram detidos o empresário Rafael Alves; o delegado aposentado, Fernando Moraes; o tesoureiro da campanha de Crivella em 2016, Mauro Macedo; o empresário Adenor Gonçalves de Santos; e o empresário Cristiano Stockle Campos.

Haverá uma audiência de custódia com todos os presos, às 15h desta terça-feira, no Tribunal de Justiça do Rio, para avaliar a legalidade das prisões, conforme determinação de Edson Fachin, ministro do Superior Tribunal Federal (STF).