Vacina de Oxford e Sputnik V, da Rússia, passarão por teste de combinação das fórmulas

Representantes de dois laboratórios que desenvolvem vacinas contra a Covid-19 assinaram acordo nesta segunda-feira (21) para testar a segurança e a eficácia do uso combinado dos imunizantes. Trata-se da AstraZeneca, farmacêutica que desenvolve a chamada vacina de Oxford, e do Instituto Gamaleya, responsável pela Sputnik V, da Rússia.

A AstraZeneca já publicou os resultados da fase 3 de sua vacina em uma revista científica, com a eficácia máxima – conseguida com uma primeira meia dose e uma segunda dose inteira – de 90%, mas passará por novos testes. Já a Sputnik V, segundo o Instituto Gamaleya, é 95% eficaz.

As duas vacinas utilizam a tecnologia do vetor viral, em que um adenovírus carrega uma parte do coronavírus. Como os adenovírus são diferentes em cada uma das fórmulas, a ideia é testar se a combinação dos dois proporciona maior proteção contra a infecção e contra casos graves da Covid-19, já que uma vacina 100% eficaz ainda é um sonho distante.

Vacina de Oxford no Brasil

Vale lembrar que a vacina de Oxford/AstraZeneca será produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na fábrica de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro. O início é esperado para janeiro de 2021.