Pastor da PIB de Copacabana supera a Covid-19, mesmo sendo do grupo de risco

O domingo foi de grande alegria na Primeira Igreja Batista de Copacabana, que comemorou a cura de seu pastor, Vitor Manuel Valente, de 65 anos, que é diabético e também já venceu um câncer. Mais um guerreiro a superar a Covid-19. Ao todo, dados do Ministério da Saúde indicavam que até ontem (20) mais de 6 milhões de pessoas haviam se recuperado da doença em todo o Brasil. Para marcar a recuperação do pastor, que chegou a ter o pulmão comprometido, a igreja compartilhou em suas redes sociais um vídeo em que mostra seu líder deixando o hospital onde ficou cerca de 15 dias internado. Um grande presente para ele que comemora mais um aniversário nesta segunda-feira (21).

Uma das filhas do pastor, Rachel Valente, contou que além do pai, ela, seus filhos e a mãe, pastora Ester Valente, também foram infectados pelo coronavírus. Segundo ela, cada um teve um tipo de reação.

“Infelizmente eu, meus filhos e meus pais pegamos covid. Essa doença é muito esquisita. Em cada organismo ela causa sintomas e evolui de forma diferente. Eu, 36 anos, sem ter tomado nenhuma vitamina e nenhum remédio ao longo da quarentena, tive apenas uma dor de cabeça e nariz entupido. Meu, filho de 12 anos, teve dor de cabeça e dor na garganta. Minha filha, 1 ano e 11 meses, teve febre (2 dias), dores, nariz entupido e tosse que se arrastou por uma semana. Minha mãe, 63 anos, que tomou vitamina D, C, zinco durante o ano todo, teve tosse e muito cansaço durante uns 20 dias. Ainda está com cansaço e tosse. Meu pai, 65 anos, é diabético (tomou todas as vitaminas, caminhava todos os dias) começou com febre, sem tosse e assim ficou durante uma semana”, relatou Rachel.

Ela contou que o pastor precisou ser internado por precaução, já que é do grupo de risco. No entanto, o caso dele acabou se tornando mais grave.

“Ele estava bem durante a primeira semana, porém esse vírus é traiçoeiro, e no 11o. dia de sintomas o pulmão dele foi tomado. A infecção se agravou e ele precisou ir para a UTI. Foi mais uma semana de muita ansiedade e preocupação”, conta.

Segundo Rachel, os médicos não conseguiam dar nenhuma previsão sobre se o seu pai iria melhorar ou não, o que lhe causava um certo “desespero”. 

“É uma situação desesperadora e desestabilizadora. Fora que vemos sempre notícia de alguém que morreu. Isso dá um pânico na gente. Vi um milagre acontecer e, graças a Deus, meu pai conseguiu voltar à vida. Hoje (20) ele voltou pra casa, porém está bastante cansado e com tosse. Ainda terá que tomar remédios e fazer reabilitação”, revela.

Rachel lembra que, desde o início de dezembro, todos estavam na mesma casa, saindo apenas em casos de grande necessidade, como ir ao mercado, mas que mesmo assim, há três semanas, foram infectados. Ela reforça o alerta para que todos se cuidem.

“Em cada organismo a doença se manifesta de forma diferente. Ainda não temos vacina. Vamos nos cuidar. Vamos seguir as recomendações. Hoje eu só tenho a agradecer a Deus pela nossa saúde. As vezes você está por aí perambulando sem febre, sem tosse, mas pode estar infectado, passando o vírus para os outros. Todo cuidado é pouco. O coronavírus pode não te afetar, mas pode matar ou deixar uma outra pessoa muito grave. Seja consciente”, finaliza.