Dezoito países suspendem voos do Reino Unido; entenda preocupação com nova linhagem do coronavírus

Argentina, Colômbia, Chile e Peru se juntaram a 14 países europeus e também anunciaram a suspensão de voos que chegam do Reino Unido, motivados pela preocupação com a nova linhagem do coronavírus descoberta no país.

"O Governo Nacional dispôs a suspensão preventiva das entradas e das saídas dos voos com a Grã-Bretanha, à raiz da situação epidemiológica que esse país registra, após declarar a aparição de uma nova linhagem de Covid-19" – comunicou nesse domingo (20) a Presidência da Argentina.

Na Europa, 14 países já impuseram algum nível de restrição para a entrada de pessoas do Reino Unido, entre eles: França; Alemanha; Itália; e Holanda, onde a mesma linhagem do Sars-cov-2 foi detectada em pelo menos um paciente. Também houve casos na Dinamarca e na Austrália, país da Oceania.

Preocupação

A comunidade científica está preocupada com a nova linhagem do coronavírus descoberta no Reino Unido que poderia se espalhar mais rápido que as demais. O Sars-cov-2, causador da Covid-19, tem apresentado pelo menos duas mutações por mês, mas a detectada pelos britânicos se espalhou 70% mais rapidamente no sudeste do país.

Análises laboratoriais estão sendo conduzidas para descobrir se é o caso, de fato, de um maior poder infeccioso do vírus ou de maior transmissão por comportamento humano. Por exemplo, se as pessoas infectadas por essa linhagem saíram mais ou participaram de mais eventos com aglomeração do que as demais, o vírus não necessariamente seria mais transmissível.

Vacinas

A preocupação se estende também para a eficácia das vacinas que já passaram por testes, mas podem não ter sido colocadas à prova contra essa linhagem. Estudos estão sendo feitos, mas os especialistas explicam que o “escape” do coronavírus das vacinas não deve ser um problema por agora. Todas as vacinas que mostraram dados de fase 3, até o momento, induziram resposta imune robusta contra diferentes partes do vírus, o que diminui as chances de queda na proteção.

É esperado, no entanto, que após um determinado número de alterações no genoma do Sars-cov-2, os desenvolvedores precisem passar a atualizar os imunizantes esporadicamente, talvez uma vez por ano, como acontece com a vacina da Gripe.