Campanha reforça combate a fraudes com cartões e passagens no transporte público

O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) está lançando uma campanha, em parceria com a empresa Riocard Mais, para conscientizar a população sobre as fraudes na compra e venda de créditos de transportes.

Segundo o Setrerj, a prática de compra ou venda de créditos de transporte associados a benefícios tarifários, como as gratuidades, é criminosa, uma vez que são de uso pessoal e intransferíveis. Os passageiros que se utilizam de vantagens ilícitas para o uso do transporte público ajudam a financiar o crime organizado, colaboram para a perda da qualidade do sistema de ônibus e contribuem para desvirtuar o uso de recursos públicos que deveriam beneficiar apenas os usuários mais atingidos pela crise econômica.

Somente no ano de 2019, por exemplo, foram registradas 80 mil viagens irregulares com o cartão de gratuidade para os idosos nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá. São pessoas que não têm o direito, mas utilizam o cartão de terceiros. Com a utilização da biometria facial, os fraudadores são fotografados e o cartão é bloqueado para uso.

O Setrerj e a Riocard Mais reforçam a orientação e a recomendação aos passageiros para não emprestarem seu cartão de transporte para terceiros, já que os benefícios são concedidos pelas autoridades públicas para uso exclusivamente pessoal. Também é importante não “alugar” cartões de beneficiários ou pagar para uma pessoa passar o cartão nos validadores, porque isso é crime.

"A campanha de conscientização é mais um esforço do setor no sentido de combater o crime que tanto prejudica o transporte público. Houve investimentos em tecnologia, como a biometria facial. Uma câmera instalada próxima ao validador auxilia na identificação das viagens que são feitas de modo irregular. Recebemos relatórios, com imagens, que comprovam que o titular da gratuidade não está usando o próprio cartão. O passageiro que pensa que está tendo vantagem, na verdade, está contribuindo para estimular uma atividade criminosa" – reforça Márcio Barbosa, presidente executivo do Setrerj.