MPRJ denuncia quadrilha que lava dinheiro para as duas maiores facções do Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 29 pessoas, dentre elas integrantes de uma quadrilha responsável pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. O grupo, ligado às duas maiores facções do Rio, atua também nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Segundo as investigações da Polícia Civil e do GAECO (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado), os integrantes da quadrilha movimentaram em suas contas mais de R$ 220 milhões em operações atípicas e suspeitas, entre 2014 e 2019. Foram expedidos mandos de prisão preventiva contra os denunciados pelo MPRJ.

No Rio, a investigação identificou suspeitos que depositavam o dinheiro do tráfico em contas de pessoas jurídicas em Curitiba/PR e Ribeirão Petro/SP. Os autores do depósito residem em áreas próximas ou no interior de comunidades fluminenses dominadas pelo tráfico e, em alguns casos, são familiares ou pessoas de confiança e muito próximas dos chefes das facções criminosas.

Em outra ponta do esquema havia empresas de fachada compostas pelos integrantes da quadrilha de lavagem de dinheiro, que posavam como empresários ou fazendeiros bem sucedidos. Entre eles, segundo o MPRJ, há um ex-prefeito do distrito paraguaio de Nueva Toledo.

O MPRJ pediu indenização mínima de R$ 1,1 milhão ao estado do Rio de Janeiro e apreensão de bens dos integrantes da organização criminosa. A Operação ‘Shark Atack’ cumpre nesta sexta-feira (18) os mandados de prisão contra os denunciados nos estados do Rio, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.



*com informações do MPRJ