Demissão em massa atinge redação de O Globo. Ancelmo Gois ganha sobrevida Às vésperas do Natal, um grupo de trabalhadores se junta aos milhares de desempregados brasileiros. São profissionais do jornal O Globo, a maioria jornalistas com longa experiência no periódico. Segundo fontes que tiveram acesso à lista de demitidos, o grupo também teria reduzido a jornada de trabalho e, consequentemente, o salário de colunistas de renome como Merval Pereira, Miriam Leitão, Ancelmo Gois e Bernardo Mello Franco.

No últimos 5 anos, O Globo tem feito cortes sucessivos em sua redação, instalada na Av. Marques de Pombal, no Centro do Rio.

Os profissionais receberam a notícia na terça-feira (15). Segundo o colunista Leo Dias, do Metrópoles, parte das demissões chegaram a ser feitas de forma online, por chamada de vídeo.

Estão na atual “barca”:

Gustavo Goulart (Rio)
Bruno Calixto (RioShow)
Célia Costa (Rio)
Lucieni Varella (secretária)
Helena Aragão (Segundo Caderno)
Fátima Sá (Segundo Caderno)
Jorge William (fotografia BSB)
Sérgio Luz (RioShow)
Flávio Freire (SP)
Silvia Amorim (SP)
Cristina Azevedo (Mundo)
Luciano Garrido (Rio/Extra)
Felipe Gomes (CCR/administrativo)
Eduardo Campos (Economia/BSB)
Celso Oliveira (Fechamento/Extra)
Jason Vogel (Economia)
Maria Elisa (Rio)
Ramona Ordoñez (Economia)

Ancelmo Gois, um dos nomes mais badalados do jornalismo carioca, conseguiu uma sobrevida. Sua coluna na edição impressa não será mais diária, sendo publicada apenas aos domingos. A versão online segue diariamente.

No início da pandemia, o grupo Globo havia oferecido a funcionários uma estabilidade de 6 meses em troca da redução de horas e de remuneração, conforme previsto na lei estabelecida pelo governo Bolsonaro para amenizar os impactos da pandemia na economia. Passado este tempo, a segurança de emprego acabou para os profissionais.