Sindicato de Médicos do RJ divulga carta aberta pedindo reforço de medidas contra a pandemia

O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ) divulgou na noite desse domingo (13) uma carta aberta aos governos municipal, estadual e federal, na qual pede um reforço nas medidas contra a pandemia de Covid-19.

“Nos colocamos em risco diariamente ao enfrentar um vírus mortal” diz um trecho do comunicado, que pede maior valorização dos profissionais de saúde e melhores condições de trabalho e reabastecimento de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs). Veja a lista completa de exigências feitas pelo SinMed/RJ:

- Que a saúde seja a principal prioridade de todas as esferas de governo e que o orçamento atenda, em primeiro lugar, este setor! Que se abandone o teto de gastos e que se corte o pagamento da dívida pública e de propagandas, entre outras coisas, a fim de prover recursos para preservar a vida das pessoas!

- Chega de atrasos salariais e insegurança jurídica! Precisamos de condições de trabalho, com locais equipados, EPIs, insumos e medicamentos!

- Precisamos ter, para conter o pico descontrolado da COVID-19, fechamento efetivo das cidades, com recursos para prover a sobrevivência dos cidadãos e alojamentos adequados para as pessoas em situação de ruas.

- Fila única de leitos! Não podemos permitir que ninguém mais morra aguardando vagas! Os leitos públicos e privados devem se somar para atender a toda a população por critérios de necessidade clínica, e não por submissão a contratos econômicos.

- Vacina já para todos! Iniciar a vacinação imediatamente, mobilizando os imunobiológicos já disponíveis no mercado mundial, utilizando as reservas cambiais do Brasil, e provendo recursos para todas as instituições que produzem vacinas no país, sem discriminações de motivação política.

- Garantir insalubridade em grau máximo para todos os trabalhadores formais que atuam em atendimento ao público na epidemia da COVID-19.

- Ampliar benefícios para os trabalhadores informais.

- Prorrogar a renda emergencial básica até o final da pandemia, com contribuição dos governos municipais, estaduais e federal.