Cuba bloqueia redes sociais e coloca em prisão domiciliar ativistas que participaram de protesto

As autoridades de Cuba decidiram colocar em prisão domiciliar um grupo de cerca de 10 ativistas que promoveram e participaram de um protesto em favor da liberdade de expressão. As redes sociais também foram bloqueadas na ilha após ato liderado por artistas.

A organização NetBlocks, que monitora a liberdade da internet ao redor do mundo, confirmou a informação do bloqueio das redes sociais pelo regime cubano. No último dia 27 de novembro, centenas de pessoas marcaram presença em uma manifestação, em frente ao Ministério da Cultura do país, que pedia justamente mais liberdade de expressão. A resposta, no entanto, foi mais repressão.

O Estado controla toda a mídia de Cuba e, no dia do protesto, chegou a esboçar uma abertura de negociação com os ativistas, mas voltou atrás. As ações de repressão do regime cubano têm sido denunciadas pelas redes sociais desde que a internet móvel chegou à ilha, há apenas dois anos. Depois da manifestação do dia 27, por exemplo, um site estatal divulgou os endereços das pessoas que estão agora em prisão domiciliar.

Os ativistas acusam o regime autoritário cubano de usar estratégias da Guerra Fria para impedir manifestações contra o governo.