Governador do Rio prepara anúncio de plano de vacinação e tem verba reservada de R$ 600 milhões

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, criou no começo desta semana um grupo de trabalho responsável pelo planejamento e implementação de um plano de vacinação contra a Covid-19 no estado, que pode ser divulgado até o fim da semana. Uma verba de R$ 600 milhões está disponível para compra de doses de vacina, seringas e outros insumos, como freezers especiais.

O governo estadual abriu uma licitação para a compra de 50 milhões de seringas e agulhas a serem usadas nas diferentes campanhas de vacinação. No momento, a vacinação no Rio começaria com as doses da Oxford/AstraZeneza em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), mas está prevista a compra de um freezer com capacidade de refrigeração a -80 ºC para o Hospital Pedro Ernesto, na Zona Norte, o que pode indicar a intenção de aplicar doses da vacina da Pfizer, que precisa ser armazenada a -75 °C.

Na tarde de ontem (09), o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse pela primeira vez que o uso emergencial do imunizante da Pfizer poderia começar no Brasil ainda em dezembro, dependendo de aprovação da Anvisa e da disponibilidade por parte da farmacêutica. O país tem um princípio de acordo para compra de 70 milhões de doses do produto.

Em entrevista exclusiva à Rádio Melodia na última terça-feira (08), o governador Cláudio Castro comentou a movimentação do Rio pela vacina:

“Nós estamos conversando com várias dessas, a primeira que for cadastrada e reconhecida pela Anvisa como de eficácia garantida, o Rio de Janeiro procurará imediatamente. Em primeiro lugar, a gente está junto com o Ministério da Saúde no plano nacional de vacinação, mas nós também estamos fazendo nossa parte. Se for demorar a compra do governo federal por ser uma compra muito grande - a gente sabe que às vezes uma compra muito grande tem uma logística de entrega complicada – o Rio de Janeiro, com esse recurso que sobrou do fim do ano - vai sobrar na casa de R$ 600 milhões – esse recurso está totalmente reservado para que a gente faça uma compra de vacina para, no mínimo, atender profissionais de saúde, idosos, e eu ainda quero botar os profissionais de educação na lista de prioridade.”