Número de pessoas obrigadas a deixar a própria casa chega a 80 milhões, segundo a ONU

Mais de 80 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas por perseguição, conflitos ou violações de direitos humanos até a metade de 2020. O dado é de um relatório divulgado pelo Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) nesta quarta-feira (09), em Genebra, na Suíça.

Mais da metade dos refugiados (57,7%) permaneceu vivendo em seus próprios países, no chamado deslocamento interno. Apenas 30%, ou 26,3 milhões, das pessoas que saíram de casa são reconhecidas formalmente em outros países como refugiadas, enquanto 4%, ou 3,6 milhões, buscam esse reconhecimento.

Dois terços dos refugiados saíram de apenas cinco países: Síria, Venezuela, Afeganistão, Sudão do Sul e Mianmar. Os nossos vizinhos venezuelanos representam 3,6 milhões de refugiados que saíram de seus próprios países, tendo a maioria deles entrado no Brasil.

Aqui no país, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) declarou em junho de 2019 que a Venezuela está em situação de grave e generalizada violação dos direitos humanos, uma vez que a população enfrenta perseguição política e colapso de serviços básicos, como alimentação e saúde. O Conare tenta auxiliar e agilizar o processo de reconhecimento de refúgio aos venezuelanos no Brasil.