Governo Bolsonaro espera fechar compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer nesta semana

O governo brasileiro avançou nas negociações com a Pfizer na intenção de compra de 70 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica em parceria com a BioNTtech contra a Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, os termos já estão bem avançados e devem ser finalizados ainda no início desta semana com a assinatura do memorando de intenção.

O imunizante da Pfizer contra Covid-19 é o mais avançado entre todos no mundo e o primeiro que vai começar a ser usado para combater o novo coronavírus, no Reino Unido, a partir de hoje (08).

"Em havendo certificação da Anvisa (orientações científicas e preceitos legais), o governo ofertará a vacina a todos, gratuita e não obrigatória", disse o presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais.

Na semana passada, executivos da Pfizer cobraram do governo brasileiro uma definição para fechar um acordo de aquisição de lotes da vacina o quanto antes. O diretor da farmacêutica no Brasil, Alejandro Lizarraga, disse na ocasião que o prazo era curto, questão "de alguns dias, ou talvez uma semana".

A farmacêutica ofereceu ao Brasil um “prazo curto” para a entrega do imunizante. Mas o que fez o Brasil demorar em sua resposta foi o fato de a vacina precisar de conservação a -75ºC, o que é comparável, segundo especialistas, às dificuldades para obtenção de respiradores no começo da pandemia.

Em novembro, a conclusão dos testes da fase 3 da candidata a vacina contra Covid-19 da Pfizer mostrou que a eficácia alcançada foi de 95% na prevenção à doença, e não houve efeitos colaterais graves. Os dados ainda não foram publicados em revista científica.

O Brasil já possui acordo fechado com a vacina desenvolvida em parceria entre a Universidade de Oxford e a Astrazeneca.


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