Vacinação contra a Covid-19: Reino Unido inicia amanhã; São Paulo apresenta cronograma hoje

O Reino Unido será o primeiro país do mundo a iniciar a aplicação de uma vacina contra a Covid-19 com eficácia comprovada em fase 3 de testes. Serão vacinados nesta terça-feira (08) os primeiros britânicos, após a aprovação do imunizante da Pfizer/BioNTech. No Brasil, o governo do estado de São Paulo deve anunciar hoje (07) o plano de vacinação com a CoronaVac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac.

Idosos com mais de 80 anos, funcionários de saúde na linha de frente, funcionários e moradores de asilos. Esse será o público inicial vacinado no Reino Unido, segundo o Sistema Nacional de Saúde do país (NHS). O governo britânico fechou a compra de 40 milhões de doses da vacina da Pfizer, que tem 95% de eficácia contra a Covid-19, que será suficiente para vacinar o grupo de risco do país. A vacina é dada em duas doses, portanto 20 milhões de pessoas serão imunizadas de um total de 67 milhões de habitantes.

A rainha Elizabeth tomará vacina da Pfizer para dar exemplo aos súditos. Nesta primeira semana, são esperadas 800 mil doses. O NHS projeta que, se todos do grupo de risco forem vacinados, as internações decorrentes da Covid-19 podem cair em até 99%.

São Paulo deve apresentar plano de vacinação

No Brasil, o governo do estado de São Paulo prometeu anunciar nesta segunda-feira o plano estadual de vacinação contra a Covid-19. A vacina CoronaVac, que ainda precisa ser aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), pode começar a ser aplicada já em janeiro de 2021. As primeiras doses começam a ser envasadas hoje para aguardar autorização sanitária de uso.

Se confirmada a eficácia do imunizante, que está em fase 3 dos estudos, a CoronaVac deve ser aplicada inicialmente em profissionais de saúde e pessoas acima de 50 anos, que têm mais risco de adoecer, informou José Medina, coordenador do Centro de Contingência para Covid-19 de São Paulo:

"Quem tem entre 50, 60 anos, a letalidade é de 3%. E ela é gradativamente subindo quem tem mais de 80 anos, até 80, 89 é de 32% e mais de 90 anos, é de 39%. E esse é o principal critério para a utilização da vacinação. Talvez o principal critério a ser utilizado é a vacinação das pessoas acima de 50 anos. São as pessoas quem têm mais risco, são as pessoas que saturam o sistema de saúde. Além disso, a vacinação dessas pessoas quebra o círculo de circulação do vírus" – contou.

O governo de São Paulo tem acordo para compra de 46 milhões de doses, que podem imunizar 23 milhões de paulistas (também aplicada em duas doses) a partir de janeiro. A partir do segundo semestre de 2021, uma nova fábrica no Instituto Butantan iniciará a produção da CoronaVac já em solo brasileiro.

O Ministério da Saúde ainda não informou se pretende incluir a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac no plano nacional de vacinação. Segundo a pasta, só serão negociadas doses de imunizantes registrados pela Anvisa.